Solidariedade. Essa é a palavra que tem motivado centenas de pessoas em Alagoas a trabalhar na ajuda às vítimas da enchente que devastou 21 cidades no mês de junho. Em todo estado, centenas de pessoas estão dedicadas à arrecadação e distribuição de alimentos, roupas e materiais de limpeza. Mas também há quem faça sua parte oferecendo abrigo a quem ficou sem casa ou até anulando as dívidas de empreendedores que perderam seus negócios.

Em Murici, a enchente destruiu o pequeno comércio de Dona Francisca Simões de Moraes e, além de ficar sem sua única fonte de renda, ela também ficou sem moradia. A tragédia só não foi maior porque graças à solidariedade de uma moradora da cidade, até então desconhecida, Francisca recebeu abrigo e apoio emocional para recomeçar.

Em Maceió, Paulo Henrique Lira, proprietário de um comércio de varejo, sensibilizado com as perdas de tantos empreendedores, resolveu dar sua contribuição anistiando parte da dívida de uma de suas clientes, Maria Selma Assunção. Maria Selma era proprietária de uma papelaria em Paulo Jacinto e, como em vários outros negócios, nada sobrou para ser reaproveitado. “Eu abri minha empresa em março de 2009. Antes da enchente não era mais só uma papelaria; tinha virado uma espécie de armarinho. A perda é muito grande”, explica Maria Selma.

Além do valor financeiro

Com uma atitude empreendedora e apoiada pela família, a empresária não desanimou com a tragédia e logo começou a trabalhar para reerguer sua empresa. Sua primeira tarefa foi procurar seus fornecedores, renegociar os prazos para o pagamento de dívidas e explicar o porquê dos atrasos nas novas compras e nos cumprimentos dos acordos. Entre a negociação, Selma foi surpreendida pela atitude de Paulo Henrique, que decidiu suspender a dívida a ser paga pela empresária nos meses de julho e agosto.

“Eu não tive como agradecer o que ele fez por mim. Ele poderia não ter se importado com minha situação; poderia ter me dado um prazo de pagamento maior. Mas ele perdoou a dívida. Ele foi além do valor financeiro. Teve um gesto de humanidade e solidariedade impagável”, afirma a empresária.

“O que eu fiz não foi como empresário, mas como pessoa. Quando ela ligou para mim, ainda preocupada com tantos problemas para resolver, e pediu uma renegociação da dívida, eu não tive dúvidas: separei os dois cheques que ela tinha me dado e devolvi quando ela veio até minha loja. Eu pensei que aquilo poderia ter acontecido comigo ou com meus familiares e o meu coração falou mais alto. Essa é uma atitude que outras pessoas deveriam ter também”, declarou Paulo Henrique.

Agência Sebrae de Notícias
Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

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